Japão

Japão

O Japão é um país com uma cultura muito própria, com um povo extremamente calmo e metódico. Combina a tecnologia do comboio bala com crenças em animais mensageiros dos deuses. Possui sabores únicos, que vão das pipocas de sabor a batata frita, à Fanta de amora e ao simples Ramen (um caldo muito saboroso). É o contraste entre os outdoors luminosos e as lanternas de papel. Tem o cruzamento mais movimentado do mundo e os mais bonitos jardins para meditação. Transmite uma sensação constante de caos organizado. É um destino a ir pelo menos uma vez na vida. 

Localização

O Japão é um arquipélago localizado no continente Asiático. Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu são as suas principais ilhas. 

É na ilha de Honshu que se encontram as mais conhecidas cidades japonesas (Tóquio, Quioto, Osaca, Fukushima, Hiroshima, etc).

Fuso horário

 GMT +9  

Capital

Tóquio, com 12 milhões de habitantes.

Clima | Quando ir

O Japão tem 4 estações distintas. Pode chover em qualquer uma delas, no entanto a maior precipitação ocorre entre os meses de junho e setembro.

As temperaturas são mais amenas na primavera (final de março a maio) e no outono (setembro a novembro). No verão os termómetros facilmente registam os 30 graus. No inverno a média situa-se nos 5, podendo atingir temperaturas negativas, ocorrendo queda de neve nas regiões mais altas.

No final de Março/início de abril ocorre a “Sakura”, a época em que as cerejeiras ficam em flor. As ruas e rios pintados de cor de rosa pelas flores, são um verdadeiro espetáculo natural que atrai imensos turistas.

O outono é também uma época de eleição para visitar o Japão, não só pelas temperaturas amenas mas também devido à beleza das cores das folhas. Estão a ver aquela imagem romântica de árvores e jardins com tons amarelos, laranja e vermelhos? É isso que encontram por todo o lado. Nestas alturas os preços naturalmente sobem e fica tudo mais lotado, sendo aconselhável reservar com antecedência. 

Em Okinawa (arquipélago japonês mais a sul do país), a melhor altura para quem quer fazer praia será entre novembro e abril, de forma a evitar a estação das chuvas.

Nós fomos no final de agosto/início de setembro. Apanhámos calorão e apenas uma chuvada rápida em Tóquio. Houve um tufão mas começou precisamente no dia em que viemos embora. Tivemos sorte….

Documentação necessária

Os cidadãos  portugueses não precisam de visto de entrada para o Japão para estadias inferiores a 90 dias. É apenas necessário passaporte com validade de 6 meses a partir da data de entrada no país.

O que visitar no Japão

Na nossa viagem  pelo Japão visitámos Tóquio (4 noites), Quioto (3 noites, com ida e volta a Nara) e Osaka (1 noite).  Passámos ainda por Okinawa (5 noites), uma outra ilha Japonesa, conhecida pelas praias e pela longevidade dos seus habitantes.

Incluímos Okinawa no itinerário porque sabíamos que seria necessário descansar depois de andarmos a correr entre cidades com 1 bebé (5 meses) e 2 crianças (3 anos feitos durante esta viagem e 6 anos).

No entanto, se decidíssemos agora tínhamos optado por ficar apenas pelas cidades e não teríamos feito praia (se bem que é possível fazer praia na ilha principal). Okinawa agradou, não é essa a questão, mas sentimos que ficou um mundo e meio por ver. Não fomos a muitos sítios interessantes, como Hiroshima, o Monte Fuji ou o Monte Koya, conhecido refúgio espiritual nas montanhas, onde é possível dormir em acomodações típicas japonesas, os Ryokan. 

Quando fomos ao Japão, em agosto de 2018, a ideia deste blog ainda não existia. Apesar disso, dada a quantidade de mensagens que nos chegou a pedir ajuda para organizar uma viagem ao Japão, decidimos escrever este artigo.  Compreendemos a necessidade de ajuda porque foi a viagem mais difícil de organizar para nós, a que mais trabalho nos deu a preparar. Surgiram-nos muitas dúvidas. Cada vez que olhávamos para o mapa do metro e dos comboios de Tóquio (imaginem um emaranhado de teias de aranha) pensávamos se nos safaríamos sem andarmos sempre perdidos! Encontrámos muita informação sobre quais os locais a visitar no Japão, mas dicas mais práticas não, muito menos sobre o Japão com crianças. 

Este artigo poderia estar mais completo, mas à distância de um ano e meio, e sem termos premeditado a sua escrita, foi o melhor que conseguimos. Esperamos que ainda assim vos seja útil!

Tóquio | Onde ficar

Aqui está a primeira grande dúvida! Tóquio é enorme, mas o sistema de transportes é eficiente, o que torna tudo relativamente perto. Aconselhamos estadia perto das estações de comboio da JR Yamanote Line, uma linha circular que passa nos principais pontos a visitar em Tóquio. Foi por esse critério que nos guiámos na escolha do alojamento. Alugámos um airBnB perto da estação de Gotanda. Em 10 minutos estávamos em Shibuya, um dos bairros mais movimentados e onde o alojamento é mais caro. Cada  estação dista apenas uns minutos da estação seguinte. Numa hora dão a volta completa à linha. 

A maior parte dos alojamentos no Japão tem uma área reduzida, não esperem quartos ou apartamentos muito espaçosos. Se não tiverem problemas de claustrofobia, quiserem poupar uns trocos e ter uma experiência diferente, experimentem ficar uma noite num hotel cápsula. Se nunca ouviram falar, espreitem aqui para ficarem a conhecer.

Tóquio | O que visitar

Metam-se na Yamanote Line e parem em Shibuya, um dos bairros mais conhecidos de Tóquio. 

A uns 10 metros desta estação situa-se o famoso “Shibuya Crossing“. Este é o cruzamento de ruas mais movimentado do mundo, onde circulam organizadamente mais de um milhão de pessoas por dia. Podem assistir ao vai e vem de peões e de carros no 2º andar da Starbucks, sempre lotado, ou fazer como nós e ir até um ponto mais alto e menos conhecido.  Entrem no Magnet by Shibuya 109, um centro comercial junto ao cruzamento, e subam até ao 7º andar. Cortem à esquerda quando sairem do elevador e andem sempre em frente, passando por toda a zona de restauração. Subam umas escadas largas e estão no Mag’s Park Shibuya Crossing View, com uma vista excelente e gratuita (já foi pago, é gratuito desde 2018)! Mais informações deste spot aqui.

Lembram-se do filme “Hachiko – amigos para sempre”, com o Richard Gere? O Hachi era um cão que esperava diariamente o seu dono regressar de comboio do trabalho, na estação de Shibuya. Um dia o dono não voltou porque faleceu, mas o cão continuou a esperá-lo todos os dias no mesmo local durante quase 10 anos. Em homenagem à sua lealdade foi construída uma estátua do Hachi em frente à estação de Shibuya.

Os bairros Shibuya, Harajuka, Shinjuku e Akihabara são alguns dos mais populares em Tóquio, todos carregados com enormes outdoors luminosos que se atropelam uns aos outros pelos arranha-céus acima. Caminhem livremente pelas ruas, entrem nas lojas, impressionem-se com a enorme quantidade de salas de máquinas de jogo (pachinko slots, semelhantes ao pinball), vão a restaurantes típicos, comprem bebidas nas máquinas de venda automática, vejam a forma extravagante como alguns jovens se vestem. Assistam simplesmente ao dia a dia acontecer. Podem incluir uma ida a qualquer loja Don Quijote. Há várias espalhadas por Tóquio onde podem encontrar produtos diferentes dos nossos. Referimo-nos às 40 variedades de kit kat (chá verde, meloa, menta…), às garrafas de lata da Coca Cola alusivas a várias cidades Japonesas, à Fanta de amora, etc…

Se gostam de vistas superiores e não têm um drone podem ter uma boa panorâmica desta cidade subindo à Tokyo Tower ou à Tokyo Skytree. A Tokyo Tower tem 333 mt em aço e o seu formato é semelhante ao da Torre Eiffel, mas em tons brancos e vermelhos. A Tokyo Skytree é a segunda estrutura mais alta do mundo, com 634 mt, sendo possível avistar o Monte Fuji se o clima o permitir.  

Subimos ao deck de observação da Skytree já de noite, depois de visitarmos o imperdível Senso-ji Temple, que fica a 1,5km. Fizemos este percurso a pé, mas podem apanhar o comboio da linha Nikko-Kinugawa da Estação Asakusa até à Estação Tokyo Skytree, mesmo nas costas da torre. Sabem aquela sensação de sermos pequeninos num sítio imenso? Foi isso mesmo que sentimos quando nos deparámos com a vista. Isso e um arrepio quando vimos os miúdos aos saltos numa parte com chão de vidro no alto desta torre! Entradas na Tokyo Skytree das 8h às 21h (fecha às 22h), preços a partir de 15€ para adultos e de 5€ para crianças, gratuito até aos 4 anos. 

O Senso-Ji Temple localiza-se em Asakusa e tem entrada livre. É uma ilha de culto no meio de uma zona urbana. Construído no ano de 645, com uma reconstrução parcial por ter sido atingido na segunda guerra mundial, é o templo mais antigo de Tóquio. Após o primeiro portão têm um corredor de 200 metros com lojas a vender bugigangas que pouco têm a ver com o templo, mas sigam em frente que o templo vale a pena. Antes da entrada principal do templo propriamente dito têm uma fonte onde se podem purificar antes de entrar, e uma espécie de caldeirão com incenso, cujo fumo também serve para limpar o espírito. Assistir a estes rituais dos japoneses, muitos por aqui ainda a usar o tradicional quimono, foi muito bom! Depois do hall principal há ainda um jardim com um conjunto de templos. 

Os jardins japoneses são outra das muitas atrações de Tóquio. Há vários elementos na sua constituição, como lagos, peixes, pedras, pontes, arbustos, árvores, lanternas, tudo meticulosamente organizado de forma a criar um ambiente perfeito para o relaxamento e a meditação. São ainda o sítio certo para ver as cerejeiras em flor, se forem na Sakura. Podem visitar vários, estes são apenas dois: Rikugien Garden, localizado a 10 minutos a pé da Estação Komagome da Yamanote Line (entrada 2,5€) e o Shinjuku Gyoen Garden, alcançável a pé pela estação de Shinjuku (4€ de entrada). Outra opção, esta gratuita, são os East Gardens, junto ao Palácio Imperial

Como fomos com os miúdos decidimos ir até à zona de Ueno visitar o Ueno Zoo, inserido no Ueno Park (outro local repleto de cerejeiras). A atração principal são os pandas, mas estavam filas de 2 a 3h para os visitar, acabámos por saltar essa parte. Ninguém aguenta 3 miúdos pequenos parados tanto tempo sem a bela da birra! Não vimos os pandas, mas vimos okapis, macacos, tigres, elefantes, aye-ayes, morcegos, etc. Gostámos. Demorámo-nos por lá uma manhã, almoçámos dentro do Zoo (tem zona de restauração e zona de piquenique) e seguimos viagem. Os bilhetes custam 5€ para adultos e são gratuitos até aos 12 anos. Encerra às segundas.

Há muitos parques temáticos no Japão, como o Tokyo Dome City, o Sanrio Puroland Park (para os fãs da Hello Kitty) e o Tokyo Disney Resort, composto por dois parques: o Tokyo Disneyland e o Disney Sea (exclusivo do Japão). Não visitámos nenhum, mas se fossemos mais tempo teríamos ido a um. No entanto, como somos adeptos do judo e nos deslocámos até ao Kodokan Judo Institute, aproveitámos e fomos até ao Asobono indoor park que fica nas proximidades. É um bom sítio para fugir da chuva ou do imenso calor (foi o caso). Os miúdos divertiram-se por ali umas 2h com meninos japoneses, entre escorregas, piscinas de bolas e cozinhados, enquanto o primo treinava no Kodokan.

O Tokyo Dome City, a uns metros do Asobono, não é apenas  um parque de diversões, tem também um centro comercial e uma zona de restauração com esplanada ao ar livre. Jantámos por aqui comida típica japonesa.

Um local que adorávamos ter conhecido mas que não tivemos oportunidade: o Kawaii Monster Cafe, em Harajuku. É daqueles sítios completamente excêntricos, com um cenário único, com cabeças de  coelhos e de unicórnios no teto e comida fluorescente. A indumentária que as empregadas usam condiz com a  extravagância do ambiente. Se ficaram com curiosidade espreitem aqui este vídeo para verem a decoração de uma das salas do Kawaii. Outro restaurante que parece igualmente alucinante é o Restaurant Robot, em Shinjuku. Tem um espetáculo cheio de luz e cor e lemos relatos de quem lá foi com crianças e adorou. Nós achámos que se fossemos para o meio daquela maluqueira de robots, cobras fumegantes, lasers e neons a piscar, o mini-fugitivo mais novo (5 meses na altura) era menino para não dormir durante 2 meses. Preferimos não arriscar… 

Tóquio é um mundo! Ficou demasiado por ver, como por exemplo o Tsukiji Fish Market, vários museus, ou até uma ida e volta à cidade de Nikko. Achámos que 4 noites foi pouco para visitar Tóquio, se conseguirem fiquem mais tempo.

Quioto | Onde ficar

Quioto é uma cidade encantadora, com as suas casas tradicionais em madeira, muito mais pequena e pacata do que Tóquio. Sugerimos ficar junto à estação de Quioto ou próximo da rede de autocarros, que nesta cidade é mais abrangente do que a dos comboios. 

Se ficarem no bairro de Gion provavelmente pagam mais, mas é a zona onde se encontram as Gueixas. 

Para uma experiência mais autêntica procurem ficar num alojamento típico, com portas de correr forradas a papel de arroz, mesa baixa para fazerem as refeições sentados no chão e chão de tatami para dormirem em colchões (futons). Para uma opção mais económica têm os hotéis-cápsula, à semelhança de Tóquio.

Quioto | O que visitar

Quando pensamos em Quioto a memória transporta-nos automaticamente para o incrível Fushimi Inari Temple. O seu túnel de toris vermelhos (uma espécie de arcos de madeira oferecidos pelos peregrinos) é uma das imagens mais conhecidas do Japão e estende-se por cerca de 4km. Este é um templo Xintoísta, que acredita que os animais e outros elementos da natureza, como as árvores, são mensageiros dos deuses. Há um templo principal na base da montanha e atrás deste podem seguir pelos trilhos pela montanha, passando sempre pelos referidos toris vermelhos e por vários altares, todos diferentes uns dos outros. Não conseguimos descrever o ambiente que se respira nesta montanha, só mesmo indo. Foi um dia mágico!

Pretendíamos visitar Fushimi Inari por nossa conta, pelo percurso normal/principal. No entanto, recebemos uns vouchers para gastar em experiências no airBnb e isso levou-nos até ao Craft Tabby, que faz um percurso alternativo fabuloso pelos trilhos. O guia explicou todos os rituais, tinha um profundo conhecimento da zona e da cultura japonesa. Não guia grupos grandes, e para nós era fundamental irmos sozinhos, portanto… perfeito! Levou-nos a cantinhos que sozinhos não descobririamos, ou não entenderíamos o seu significado, e praticamente não passámos por turistas nas 5 horas que durou a caminhada. Os miúdos aguentaram-se o caminho todo (o mais novo no marsúpio, a de 3 anos andou um pequena parte às cavalitas e o mais velho foi sempre pelo pé dele).  Se ficaram curiosos em relação ao guia, que recomendamos a 200%, consultem toda a informação na página do Craft Tabby.

Mas Quioto não é só Fushimi! Há muitos outros locais a visitar: Kiyomizu-dera Temple, Arashiyama bamboo forestKyoto Tower, Museu Ferroviário (naturalmente cheio de comboios e com um vagão-restaurante onde podem almoçar). Há ainda o Kinkaku-ji Temple, ou Pavilhão Dourado, cujo nome se deve às folhas de ouro que cobrem dois dos seus 3 andares. Fica a 40 minutos de autocarro da Estação de Quioto e não é possível visitar o seu interior.

Podem ainda beber um café ou fazer uma refeição numa das muitas esplanadas com vista para o rio Kamogawa (normalmente abertas apenas de abril a setembro). Há inúmeros cafés/restaurantes junto ao rio, encontram neste artigo 5 deles. Em alternativa podem comer num restaurante ligeiramente afastado do rio e de seguida fazer uma caminhada junto ao mesmo. Sugerimos o pequenino, e nada turístico, Popeye Ramen. Os donos não falam inglês, mas o menu tem imagens. Por gestos, conseguem chegar a um ramen maravilhoso e barato.

Precisávamos de mais tempo para aproveitar Quioto ao máximo. Com 3 noites não conseguimos ir a todos os lugares de que aqui falámos, principalmente porque um dia inteiro foi passado a ir e vir a Nara. Recomendamos ficarem 4 ou 5 noites, ou então dispensarem a ida a Nara (mas nós adorámos, principalmente os miúdos, continuem a ler para perceberem porquê).

Nara

Nara fica a cerca de 45 minutos de comboio de Quioto. É famosa pelos veados, considerados mensageiros dos deuses, que andam livremente pela cidade. Estão mais concentrados no Nara Park, onde à entrada tem vendedores de bolachas para alimentar os veados. Mas os veados não são a única atração, o parque de Nara tem ainda museus e templos. Visitámos o magnífico Complexo Todai-ji. A entrada principal deste complexo é toda em madeira, com 21 metros de altura e no templo principal, o Great Buddha Hall, há uma imponente estátua de Buda com 16 metros de altura. Visitem este complexo e sentem-se um bocado nos bancos do parque a apreciar a calma e espiritualidade do local. Mas tenham cuidado, foi assim que os veados assaltaram as nossas mochilas para roubarem comida!

Os miúdos adoraram Nara, ficaram eufóricos no meio de tantos bambis que nos acompanharam por todo o parque. Fizeram-lhes festas, deram-lhes as tais bolachas na boca, pediram milhentas fotos com eles, quiseram trazê-los para casa, etc… Foi um dia bem passado. No final passámos numa loja de conveniência para comprar jantar para comermos no comboio, de regresso a Quioto.

Osaka

Osaka é uma cidade pouco consensual. É conhecida pela sua gastronomia, há quem a adore e há quem a ache tempo perdido. Não podemos dar uma opinião justa de Osaka porque vimos muito pouco dado que ficámos apenas uma noite e saímos cedo para apanhar o voo interno Osaka-Okinawa.

A ideia com que ficámos de Osaka foi do bairro de Dotonbori, junto ao rio com o mesmo nome, visita obrigatória nesta cidade. Há inúmeros restaurantes, bares e lojas com bonecos enormes a fazer publicidade por cima das portas dos restaurantes. Polvos, caranguejos, neons intermitentes, uma azáfama de cores!

Podem comer no Genrokuzushi, restaurante de sushi daqueles com pratos a circular na passadeira. Cerca de 1€ cada prato. O restaurante é fácil de identificar, por cima da porta tem uma mão gigante a segurar uma peça de sushi. Ou se preferirem algo diferente podem experimentar comida típica desta zona, como as Takoyaki (bolas de polvo), Ikayaki (panquecas de lulas), Okonomiyaki (panquecas salgadas), e as Kushi Katsu (espetadas de carne e vegetais, servidas com um molho especial).  A estação mais próxima é Namba. E já que estão nesta zona aproveitem para visitar o Namba Shrine.

Outros locais de interesse (conforme os gostos) em Osaka: Castelo de Osaka, os seus 8 andares foram transformados em museu que podem visitar pagando 5€; Umeda Sky Bilding, edifício de 173mt com uma arquitetura original, dá para subir e ter uma vista de 360º; Kayukan, aquário de Osaka; Kuromon Market, mercado a ir se gostam de comida de rua; parque temático da Universal Studios.

Okinawa

Estando no Japão podem chegar a Okinawa por um voo doméstico, com partida de Tóquio ou Osaka. Nós fizemos um voo de 2h de Osaka para Naha. No final da viagem voámos de Naha para Tóquio, de onde partia o voo de regresso a Portugal.

Para nos deslocarmos em Okinawa alugámos carro com GPS em inglês, na Tabirai Okinawa car rental. O aluguer das cadeirinhas para os miúdos foi gratuito. Conduzir pela ilha foi pacífico, as estradas estão todas em bom estado e não há muito trânsito, exceto no centro da capital. A condução é feita pela esquerda mas facilmente nos adaptámos. É necessário licença internacional de condução (tratámos da nossa no ACP). 

Encontrámos muito pouca informação sobre Okinawa, mas percebemos que há uma zona com resorts, mais afastada do aeroporto. Como não iamos ficar muitos dias na ilha não queríamos perder muito tempo em deslocações, daí termos alugado um airBNB na zona de Nanjo, a 30 minutos de carro do aeroporto, no sul de Okinawa, sendo a Mibaru beach a praia mais próxima. As águas são quentes e transparentes, permitindo ver os cardumes aos nossos pés. Podem também fazer um passeio nos barcos com fundo de vidro para observarem os peixes. Fomos conhecendo outras praias, mas sempre nesta zona.

Não queríamos perder muito tempo em deslocações, por isso não fomos ao Aquário Churaumi, que fica a 2h da capital, mas parece-nos que merece uma visita.

No último dia aproveitámos para passear pela cidade de Naha, mais propriamente pela Kokusai-dori, uma rua cheia de lojas e com um mercado com boa comida. Despachámos as malas no aeroporto e fomos de monorail até essa zona.

Como já aqui dissemos, Okinawa não é apenas uma ilha, é um arquipélago japonês constituído por 160 ilhas, sendo cerca de 48 inabitadas. Deste fazem parte as Kume Island, Miyako Islands e Yaeyama Islands. Da ilha principal podem voar ou apanhar um barco para as restantes ilhas. Neste site podem encontrar mais alguma informação sobre este arquipélago, inclusive sobre os horários das suas praias, estruturas de apoio, etc.

Dicas gerais e curiosidades sobre o Japão
  • Cartão SIM com Internet: podem encomendar um cartão SIM ou consultar preços (mínimo 18€ para 8 dias ) aqui. Se quiserem ter internet logo à chegada podem adquiri-lo online e recebê-lo por correio em Portugal.
  • ATM: encontram facilmente máquinas ATM nas principais cidades, inclusive dentro das lojas de conveniência.
  • Eletricidade: é necessário adaptador de tomadas. As tomadas no Japão têm 2 pinos duplos achatados, ou 2 pinos achatados e 1 cilíndrico (compatíveis com os adaptadores das tomadas de apenas 2 pinos) 
  • JR pass:

Vale a pena ou não? Esta é provavelmente a dúvida mais comum para quem está a organizar uma viagem ao Japão. Primeiro decidam qual o roteiro que querem fazer. Depois, para perceberem se vos compensa adquirir o JRpass consultem o seu preço para o tempo que pretendem usá-lo ( 7, 14 ou 21 dias). De seguida calculem no Hyperdia o preço de todos os trajetos para quem não tem o JRpass e comparem os valores. No nosso caso não compensava, mas para quem começa em Tóquio, desce e depois tem de voltar a Tóquio vale a pena.

Pode ser usado em qualquer  transporte?  Não. Não pode ser usado no metro nem no comboio bala Nozomi e Mizuho.

Pode ser usado em qualquer zona? Tem uso ilimitada no período em que o ativarem, mas não em todo o lado. Deixamos aqui a lista das principais linhas/zonas onde podem usá-lo em Tóquio, Quioto e Osaca.

Em Tóquio : JR Yamanote loop lineJR Chuo-Sobu lineJR Nikko line (ida e volta a Nikko)Monte Fuji; área de HakoneNarita Express e Tokyo Monorail (ligam o aeroporto de Narita e o de Haneda, respetivamente, a Tóquio); Tokyo Disney ResortYokohama e Kamakura. Pode ser usado no comboio bala Shinkansen.

Em QuiotoHaruka Express (liga Quioto ao aeroporto de Kansai); JR Sagano line (para ir à floresta de bambu de Arashiyama); JR Nara line (para ir a Fushimi Inari e a Nara) e Sagano Scenic Railway.

Em Osaca: Haruka Express, (liga Osaca ao aeroporto de Kansai); Osaka Loop Line ; Tozai LineJR Sakurajima LineRapid JR Express (de Shin-Osaka para a estação de Osaca).

  • Suica e Pasmo card – são cartões pré-pagos, que podem ir recarregando em máquinas nas estações de comboio/metro. Dão acesso a transportes, mas também às bebidas nas máquinas automáticas que têm o logotipo do cartão. Não podem ser usados nos comboios express nem shinkansen. Têm uma caução de 4€ que podem recuperar ao devolverem os cartões (apenas possível em Tóquio). Comprámos o Suica à chegada ao aeroporto (Haneda) e deu logo um jeitão para irmos de comboio até ao alojamento. Para quem não adquire o JRpass um destes cartões é uma boa opção para não andarem sempre a perder tempo a comprar bilhetes.
  • Sites para ajudar a programar a viagem: japan-guide, está carregadinho de informação pertinente sobre o Japão: sítios a visitar, transportes para chegar a determinado local, preços, horários de funcionamento, etc; o já aqui falado hyperdia , muito útil para calcular tempos e preços de determinados trajetos no Japão, bem como consultar os horários dos transportes.
  • Sanitas no Japão: podiam ser atração turística Têm botões para tudo, entretenham-se a descobrir o que cada um faz (quando só têm caracteres japoneses não é fácil). Aquecem o tampo, puxam a água, mandam jatos de água quente ou fria, dão música, etc. Agora imaginem os garotos sozinhos no WC, uma autêntica comédia!
  • Carrinho de bebé: usámos todos os dias, excepto quando fomos a Fushimi Inari. (Se quiserem subir a montanha deixem-no mesmo em casa porque não há por lá onde o encostar, e no nosso caso entrámos por um lado e saímos por outro). O único senão de andar de transportes com o carrinho é não poderem andar nas escadas. O elevador em algumas estações fica fora de mão e numa ou outra não havia elevador, mas tinha placas a encaminhar para o elevador da estação ao lado. Por vezes optámos por carregar o carrinho pelas escadas para não perdermos tempo.
  • Amamentação: o mini-fugitivo de 5 meses ainda mamava em exclusivo, portanto foi necessário amamentar várias vezes fora de casa. É tranquilo fazê-lo em público, de forma discreta. Há ainda bastantes fraldários com condições para lá de excelentes. Alguns WC têm uma espécie de cadeirinha para sentarmos o bebé enquanto lá estamos.
  • Fraldas: encontram facilmente em todas as lojas de conveniência ou em supermercados.
  • Talheres: tal como na maior parte dos países asiáticos, no Japão comem com pauzinhos e colher de sopa. Em locais não turísticos não há facas nem colheres mais pequenas, de sobremesa. Costumamos levar sempre um conjunto de talheres de plástico (reutilizáveis) para partir a comida dos mini fugitivos.
  • Lojas de conveniência abertas 24h: há 3 cadeias, a 7 Eleven, Lawson e FamilyMart (nosso preferido) e encontram-nas em todo o lado. Vendem de tudo: água, iogurtes, leite, café, bolachas, bananas, gelados, panquecas japonesas embaladas (sucesso para os miúdos), fraldas, revistas, etc. Vendem ainda refeições já prontas a bom preço/qualidade, inclusive sushi, tonkatsu (panados de porco com arroz) e kushikatsu (espetadas várias). Se quiserem aquecer para comer na hora as lojas têm micro-ondas para esse efeito. Os onigiri (bolinhas de arroz envolvidas em alga e com recheio de peixe ou pasta de atum) são vendidos em pacotes individuais, custam nem 1€ e são uma boa ideia para um snack em andamento. Estas refeições dão também jeito para levarem nas viagens de comboio mais longas (é assim que os japoneses fazem).
  • Se forem de comboio bala de Tóquio para Quioto, por volta do minuto 44 estejam atentos ao lado direito da janela, pode ser que tenham sorte e consigam avistar o Monte Fuji.