Como sobreviver a voos longos com crianças

Como sobreviver a voos longos com crianças

Entreter crianças num espaço fechado é sempre um desafio. O avião não é exceção e os voos longos afastam muitas vezes as famílias com crianças dos destinos mais longínquos. 

Porém, não tem de ser assim. Já viajámos com filhos para países distantes como o Japão, Sri Lanka e Vietname. Somos a prova de que é possível sobreviver a voos de longa duração com bebés e crianças sem perder a sanidade mental e sem sermos expulsos pelos restantes passageiros.

Neste artigo partilhamos a forma como nos temos safado nos voos. Esperamos que vos dê uma ajuda!

Escolher os horários dos voos

O cuidado na escolha dos horários dos voos é a principal estratégia para que corram bem. Tentamos sempre optar por voos noturnos para que os miúdos durmam parte do tempo.

A partir dos 2 anos as crianças têm direito a assento individual. Antes disso, viajam ao colo sendo fornecido um cinto que encaixa no do adulto para garantir a segurança do bebé. 

Deste modo, se viajam com um bebé é importante pedirem um berço a bordo (gratuito) para não passarem o voo inteiro com ele no colo.

Se o bebé conseguir dormir no berço será excelente, mas mesmo que não adormeça sem ser ao colo ganham sempre conforto. Os berços são colocados nas filas com maior espaço para as pernas portanto acabam por poder esticá-las melhor. 

Selecionar as escalas dos voos

Nem todos os destinos têm voos diretos a partir de Portugal. É muito frequente termos de fazer escalas em destinos mais longínquos.

Na escolha dos voos damos preferência aos que têm apenas uma escala. Para nós é o ideal, permite esticar as pernas e arejar um pouco. Consideramos mais do que uma escala uma perda de tempo.

Resumindo, aconselhamos voos com apenas uma escala de duração inferior a 4h e de preferência coincidente com horários de refeições (almoço ou jantar). 

Em viagens com crianças pequenas nunca escolheríamos um voo com escala a meio da noite ou próximo da hora a que habitualmente se deitam. Isso seria comprar birras e ninguém quer isso!

crianças entretêm-se a pintar nos voos longos

Levar os brinquedos certos

Há quem defenda que os momentos de tédio, sem brinquedos, são importantes para puxar pela criatividade das crianças, para explorarem novas formas de entretenimento. Até concordamos com essa teoria, mas dentro de um avião preferimos deixar a criatividade deles sossegada e ter brinquedos à mão – todos os passageiros agradecem de certeza!

Quais os brinquedos certos para levar num avião?

A resposta é simples:  

  1. brinquedos compactos e leves, que não ocupem muito espaço nem pesem na mochila – normalmente a mochila acaba por sobrar para as costas dos pais, portanto esmerem-se neste ponto; 
  2. preferencialmente brinquedos sem som, para não sermos fulminados pelos restantes passageiros; 
  3. brinquedos logicamente adequados à idade e ao gosto particular de cada criança – por aqui gostam de carrinhos, personagens da Lego/Playmobil, animais, livros, pinturas, etc;
  4. um ou outro brinquedo novo. É certo que um brinquedo novo chama mais a atenção das crianças, mas não vamos gastar uma fortuna a comprar brinquedos cada vez que vamos viajar.  Habitualmente compramos alguma coisa nas lojas da Tiger, costumam ter jogos originais baratinhos, fantoches de dedo, carimbos, etc. 

Permitir o uso de ecrãs

Limitamos/controlamos bastante o acesso dos miúdos aos ecrãs no dia a dia mas num voo longo as regras são diferentes. 

Gostamos bastante da expressão “nem sempre, nem nunca”

Nos voos vamos oferecendo os restantes brinquedos e quando já estão saturados de todos usamos o chamado recurso de emergência: o tablet. É utilizado sempre com o som no mínimo ou com phones. Instalamos previamente jogos, puzzles, músicas do panda, etc. Há voos que já têm wi-fi a bordo mas é pago e os preços não são muito convidativos. 

Para quem não sabe, nos voos de longo curso podem usufruir gratuitamente de um ecrã individual de entretenimento (situado nas costas do assento da frente) com muitos filmes, jogos e músicas para todas as idades, dá uma ajuda preciosa!

uso de ecrãs para entreter crianças num voo longo

Garantir que não têm fome/sede

Esta é aquela regra básica a cumprir quando andamos com crianças, seja por onde for. Já se sabe que fome dá direito a irritabilidade, portanto é melhor levar algum stock de comida para evitar problemas.

Em todos os voos temos acesso a bebidas – pelo menos água – sempre que solicitamos, portanto a nossa preocupação vai sempre para a comida. 

Se os voos são longos vão certamente ter direito a refeições a bordo, mas os miúdos passam a vida a pedir comida para além disso. 

Comida indispensável na nossa mochila:

  1. barritas de cereais;
  2. frutos secos;
  3. bolachas;
  4. embalagens de polpa de fruta;
  5. Cerelac lácteo – de preparar com água. A bordo há água quente, dá-nos segurança saber que podemos facilmente preparar uma papa se for necessário.

Depois de ler este artigo podem achar que levamos muita coisa, mas não. Somos muito práticos, tentamos levar o mínimo possível porque sabemos que quanto mais levarmos mais temos de acartar. 

Na cabine do avião levamos para os 5 apenas duas mochilas médias, do tamanho duma mochila escolar.

Agora que vos demos as dicas de como sobreviver aos voos com crianças, leiam os nossos artigos sobre destinos para onde já viajámos com filhos e sobrevivemos

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